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15 outubro, 2011

Farsa prestes a virar guerra

Texto de Vicente Queiroz Silva Telles
Dica da fonte: @midiacrucis 
Tradução do Aporrea de Denise Queiroz
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Farsa 
A história a seguir, é uma que os nossos descendentes provavelmente vão ler num livro de histórias e rir. Trata-se de uma farsa. 

Autoridades dos EUA como Hilary Clinton e John Kerry alegam que o governo iraniano está apoiando uma tentativa de assassinato do embaixador da Arábia Saudita nos EUA. A administração Obama insiste que Arbabsiar tentou contratar assassinos de uma gang mexicana para assassinar o Embaixador Adel al-Jubeur durante uma visita aos EUA.

O chefe da gang, no entanto, era um agente da DEA (Drug Enforcement Administration - Ministério de Aplicação de Leis das Drogas) fingindo ser um gangster de Los Zetas. A história tem todas as tintas de um caso clássico de armadilha do FBI, que têm caracterizado quase todos os maiores surtos de terror em tempos recentes. 


Manssor Arbabisar
Acontece que o grande gênio do crime, um cidadão americano de 56 anos nascido no Irã, é descrito como "uma piada" por quem o conhece. Aparentemente, Manssor Arbabsiar é "um tolo, um alcoólatra e vivia andando com prostitutas". A mulher se separou dele, pois ele vivia perdendo pequenos objetos como chaves e celulares. Ele também, em vários momentos de sua vida tentou abrir um restaurante, uma loja de conveniências e vender carros usados. Falhou em tudo. 

Contatos de dentro do FBI foram procurar provas de que o tal plano de assassinato existia, e encontraram nada. Ou seja, ou é tudo fruto de hipóteses e imaginação humana, ou talvez o governo americano queira começar uma guerra com o Irã baseado em mentiras. Não sei por que, mas isso me lembrou o Iraque.

A revista TIME publicou uma matéria falando exatamente sobre isso, que o objetivo dos EUA não é somente isolar o Irã, mas que o isolamento é somente um pretexto de guerra. Se uma guerra começar entre EUA e Irã, os grandes Estados Unidos da América vão provavelmente cair. Pense bem: #occupywallstreet, crise financeira, população insatisfeita e uma farsa já descoberta. 

Apesar disso, todos, de Hillary Clinton a John Kerry, têm pulado para alegações sugerindo que há uma conspiração maior e que sansões deveriam ser impostas ao Irã, e que até ações mais drásticas não deveriam ser postas de lado.

Tem como um país sobreviver a tudo isso e, ao mesmo tempo, sustentar uma guerra que provavelmente custará bilhões e bilhões de dólares no Oriente Médio? O Tea-Party acha que sim. Nós teremos que pagar para ver... 

                                            
Se seu inglês está bom, assista esta entrevista e ouça com seus próprios ouvidos o ridículo que os Estados Unidos estão prestes a passar.



A posição brasileira

Antonio Patriota
Segundo o Aporrea, a posição brasileira é de cautela. Em notícia divulgada ontem (não vi quais e se os portais da imprensalona daqui deram), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, pôs em dúvida a denúncia do suposto complô terrorista, assegurando que se observam o que denominou de ‘lacunas’ na acusação.

O ministro contou que conversou com o embaixador Adel AL Jubeir, e este disse que tem “muitas perguntas sem resposta e lacunas, e que “há elementos preocupantes”.

Assim como há evidência de que estavam planejando um atentado, não está clara qual é a lógica (dos responsáveis pelo complô) nem que tipo de conhecimento as autoridades tinham, comentou Patriota em relação ao que conversou com o diplomata iraniano.

O ministro indicou que suas dúvidas também se baseiam no informe sobre o complô que recebeu do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon.

Os diplomatas norte-americanos já “fizeram uma apresentação sobre a situação diante do Conselho de segurança e eles mesmos reconhecem que ainda existem ‘vácuos’ na informação”, comentou Patriota.



Veja no Midia Crucis Blog vídeo onde o ex-Ray McGovern, ex-analista top da CIA e atualmente ativista político, revela que suas fontes lhe confirmaram que já foi dada “Luz Verde” para Israel atacar o Irã.

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