22 novembro, 2011

O Brasil e o mundo se beneficiaram com sua força e incansável liderança


Do Sul21, via #BlogProgRS
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou carta ao “amigo” Luiz Inácio Lula da Silva desejando “pronta recuperação” contra o câncer. “Quero que você saiba que você e sua família estão nos meus pensamentos e orações, e também nos de Michelle”, disse Obama, em referência à primeira-dama daquele país.
No documento, divulgado nesta terça-feira (22) pelo Instituto Lula, o presidente norte-americano diz ter ficado “consternado” com a notícia do tumor de laringe que atinge o ex-presidente brasileiro. “O Brasil e o mundo se beneficiaram com sua força e incansável liderança”, diz Obama, desejando “pronta recuperação”.
Reprodução / Instituto Lula
Foto: Reprodução / Instituto Lula
Antes de Obama, outros chefes de governo já haviam enviado correspondência desejando a recuperação do ex-presidente brasileiro, como o francês Nicolas Sarkozy, o paraguaio Fernando Lugo, o colombiano Juan Manuel Santos e o português Aníbal Cavaco Silva.
Lula passa, nesta semana, pela segunda sessão de quimioterapia que tenta fazer regredir o câncer. A expectativa é de que Lula deixe o Hospital Sírio-Libanês ainda nesta terça-feira (22) para dar sequência em casa ao tratamento. A terceira e última sessão da quimioterapia deve ser realizada em dezembro.
Com informações de Instituto Lula e Rede Brasil Atual

21 novembro, 2011

A democracia e a economia

Por Renato Janine Ribeiro 
Do Valor Econômico
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Em nosso tempo, nada rivaliza com a economia, em termos de poder. Menos de dois séculos atrás, Karl Marx chocava o mundo ao dizer que a política (estou simplificando) seguia a economia. Faz cinquenta anos, a direita usava argumentos religiosos, espirituais, morais para enfrentar o "materialismo ateu", que reduzia a riqueza do ser humano, criado à imagem de Deus, à vulgaridade econômica. Mas como bem disse, embora grosseiramente, James Carville, o marqueteiro de Bill Clinton que foi decisivo para elegê-lo presidente dos Estados Unidos: "O que conta é a economia, seu estúpido".

Grécia em 19 de Outubro, via ORA
Esse fato tem vários desdobramentos. O primeiro fortalece a democracia. Acabou, quase por completo, pelo menos nos países em que há comunicação de massas, a ideia de que os pobres acatariam sua condição porque Deus assim o quis. Uma notável peça de Pedro Calderón de la Barca, "O grande teatro do mundo", sustentava, na década de 1630, que cada um deveria contentar-se com sua condição social, do miserável até o monarca, e cumprir o seu papel (daí, a referência ao teatro) adequadamente. Hoje, nem pensar. Em nossa sociedade, todos querem viver melhor. Mesmo quem está no topo da escala social e poderia nada almejar a mais, continua desejando subir. Quanto aos mais pobres, nenhum argumento religioso os convencerá de que devem suportar sua situação, digamos, cristãmente. Um arcebispo de Diamantina, líder da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, disse certa vez que precisa haver pobres, e mesmo muito pobres - porque, se não houver, como os ricos conseguirão ir para o céu, não podendo exercer a virtude da caridade? Admirável essa preocupação de salvar os ricos no Além, ainda que às custas dos pobres aqui e agora. Mas acabou. Ninguém mais diria essa tolice, hoje. 

Portanto, os pobres querem, dos governos, que os ajudem a melhorar de vida e a deixar a pobreza. A classe média quer subir na vida e os ricos, pouco numerosos mas com bala na agulha, também. Isso faz que, em países como o nosso, a grande maioria de pobres tenha bem claro o que deseja da democracia: que ela seja social, isto é, que não fique só na política, mas mexa também na estratificação da sociedade, tornando-a mais justa. Esse fator, fortemente democrático, está ligado ao primado da economia em nossos tempos.

Mas há outro lado, que é pouco democrático. Porque quem entende da economia? Bem poucos. O sufrágio universal se impôs. Os eleitores têm cada vez mais consciência do que desejam e querem. Mas o instrumento para realizar essa prosperidade crescente, ou pelo menos para acabar com a miséria, reduzir a pobreza e baixar a desigualdade, é arcano - isto é, de difícil compreensão. Em outras palavras: está numa ciência (ainda que não exata), cujo domínio exige especialização e conhecimento profundo. Daí que as eleições tenham alcance limitado. Isso porque, entre o dia da eleição, que é quando se manifesta a democracia, isto é, a soberania popular, e os quatro anos de gestão dos negócios públicos, onde a economia prevalece, há uma distância - e mesmo um abismo.

Grécia, 19 de outubro, via ORA 






















Tudo isso, tanto o aspecto democrático que consiste num povo que não aceita mais a pobreza como natural ou santa, quanto o lado pouco democrático de uma gestão das coisas cuja compreensão escapa à esmagadora maioria, traz consequências para as democracias. Primeira e óbvia: nunca se promete uma recessão, um empobrecimento. O que se oferece é o contrário. Vejam a Califórnia, tema de reportagem de novembro na "Vanity Fair", acessível na Internet: o Estado quebrou, vários municípios ricos quebraram, sobretudo porque uma emenda constitucional de perfil conservador exige dois terços do Legislativo para aumentar qualquer imposto. Kaputt. É um caso extremo, mas que mostra que políticos, quando concorrem a uma eleição, têm de omitir o que vão fazer, ou mesmo mentir. De onde José Serra tiraria os aumentos que prometeu, no mês final antes da eleição de 2010, para o salário mínimo e a bolsa-família? Não o acuso; apenas digo que nenhum político pode agir de outro modo. Vão prometer. Então, a emancipação do povo, que consiste em ele não acatar mais a pobreza, vem junto com sua infantilização: ao povo, não se conta a verdade. 

Daí, outra consequência: o primeiro ano de governo é de cortes e talvez de recessão. Já o ano da eleição tem que ser próspero, custe o que custar. Os economistas ficam de cabelos em pé ao verem isso, claro. Mas, por outro lado, suas receitas só eles entendem. Pouca gente mais. Alguém acredita que FHC entenda profundamente de economia? Ele conhece finamente a sociedade, seus processos e sua política. Emprestou sua competência para viabilizar o Plano Real, e com ele ganhou dois mandatos presidenciais. Mas a economia tem segredos. Por isso, quem entende dela - ou quem convence os outros que entende dela - tem acesso direto aos governantes. 

E aqui vem nosso último problema. Quase todo o receituário dos economistas, salvo os keynesianos e os (poucos) marxistas, é conservador. Propõe corte de gastos públicos, redução de direitos sociais, até mini-recessões. Não há como defender isso junto ao povo, seja este grego, italiano ou brasileiro. Há alternativas? Claro que sim. A Argentina renasceu sem esse receituário. O Brasil superou 2008 sem essas receitas. A Islândia se recusou a cumpri-las. Claro que, em outros casos, o caminho será outro. Mas geralmente só se diz a receita quase única, aquela que nunca passaria numa eleição. Daí que, se a democracia exige uma economia em crescente prosperidade, a atuação dos economistas nem sempre seja muito democrática. 

Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo.

20 novembro, 2011

O discurso que não foi lido

Do Carta Maior
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Seguem as anotações da minha fala que foi cancelada, segundo os jornais, por pressão dos militares. Assim começa muito mal... Não fui desconvidada, simplesmente não falei! A minha volta diziam que a Presidenta Dilma tinha que viajar e encurtaram a cerimônia, que alguém tinha falado um tempo a mais. Sai para uma reunião na UNB, ainda emocionada com o carinho que dispensou aos familiares e ex-presos políticos, um a um. Agora entendo o pedido de desculpas da Ministra Maria do Rosário.

Vera Paiva


Excelentíssima Sra. Presidenta Dilma, querida ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário. Demais ministros presentes. Senhores representantes do Congresso Nacional, das Forças Armadas. Caríssimos ex-presos políticos e familiares de desaparecidos aqui presentes, tanto tempo nessa luta.

Agradecemos a honra, meu filho João Paiva Avelino e eu, filha e neto de Rubens Paiva, de estarmos aqui presenciando esse momento histórico e, dentre as centenas de famílias de mortos e desaparecidos, de milhares de adolescentes, mulheres e homens presos e torturados durante o regime militar, o privilégio de poder falar.

Ao enfrentar a verdade sobre esse período, ao impedir que violações contra direitos humanos de qualquer espécie permaneçam sob sigilo, estamos mais perto de enfrentar a herança que ainda assombra a vida cotidiana dos brasileiros. Não falo apenas do cotidiano das famílias marcadas pelo período de exceção. Incontáveis famílias ainda hoje, em 2011, sofrem em todo o Brasil com prisões arbitrárias, seqüestros, humilhação e a tortura. Sem advogado de defesa, sem fiança. Não é isso que está em todos os jornais e na televisão quase todo dia, denunciando, por exemplo, como se deturpa a retomada da cidadania nos morros do Rio de Janeiro?

Inúmeros dados indicam que especialmente brasileiros mais pobres e mais pretos, ou interpretados como homossexuais, ainda são cotidianamente agredidos sem defesa nas ruas, ou são presos arbitrariamente, sem direito ao respeito, sem garantia de seus direitos mais básicos à não discriminação e à integridade física e moral, que a Declaração dos Direitos Humanos consagrou na ONU depois dos horrores do nazismo em 1948.

Isso tudo continua acontecendo, Excelentíssima Presidenta. Continua acontecendo pela ação de pessoas que desrespeitam sua obrigação constitucional e perpetuam ações herdeiras do estado de exceção que vivemos de modo acirrado de 1964 a 1988.

O respeito aos direitos humanos, o respeito democrático à diferença de opiniões assim como a construção da paz se constrói todo dia e a cada geração! Todos, civis e militares, devemos compromissos com sua sustentação.

Nossa história familiar é uma entre tantas registradas em livros e exposições. Aqui em Brasília a exposição sobre o calvário de Frei Tito pode ser mais uma lição sobre o período que se deve investigar.

Em março deste ano, na inauguração da exposição sobre meu pai no Congresso Nacional, ressaltei que há exatos 40 anos o tínhamos visto pela última vez. Rubens Paiva, que foi um combativo líder estudantil na luta “Pelo Petróleo é Nosso”, depois engenheiro construtor de Brasília, depois deputado eleito pelo povo, cassado e exilado em 1964. Em 1971 era um bem sucedido engenheiro, democrata preocupado com o seu país e pai de 5 filhos. Foi preso em casa quando voltava da praia, feliz por ter jogado vôlei e poder almoçar com sua família em um feriado. Intimado, foi dirigindo seu carro, cujo recibo de entrega dias depois é a única prova de que foi preso. Minha mãe, dedicada mãe de família, foi presa no dia seguinte, com minha irmã de 15 anos. Ficaram dias no DOI-CODI, um dos cenário de horror naqueles tempos. Revi minha irmã com a alma partida e minha mãe esquálida. De quartel em quartel, gabinete em gabinete passou anos a fio tentando encontrá-lo, ou pelo menos ter noticias. Nenhuma notícia.

Apenas na inauguração da exposição em São Paulo, 40 anos depois, fizemos pela primeira vez um Memorial onde juntamos família e amigos para honrar sua memória. Descobrimos que a data em que cada um de nós decidiu que Rubens Paiva tinha morrido variava muito, meses e anos diferentes...Aceitar que ele tinha sido assassinado, era matá-lo mais uma vez.

Essa cicatriz fica menos dolorida hoje, diante de mais um passo para que nada disso se repita, para que o Brasil consolide sua democracia e um caminho para a paz.

Excelentíssima Presidenta: temos muitas coisas em comum, além das marcas na alma do período de exceção e de sermos mulheres, mãe, funcionária pública. Compartilhamos os direitos humanos como referência ética e para as políticas públicas para o Brasil. Também com 19 anos me envolvi com movimentos de jovens que queriam mudar o pais. Enquanto esperava essa cerimônia começar, preparando o que ia falar, lembrava de como essa mobilização começou. Na diretoria do recém fundado DCE-Livre da USP, Alexandre Vanucci Leme, um dos jovens colegas da USP sacrificados pela ditadura, ajudei a organizar a 1ª mobilização nas ruas desde o AI-5, contra prisões arbitrárias de colegas presos e pela anistia aos presos políticos. Era maio de 1977 e até sermos parados pelas bombas do Coronel Erasmo Dias, andávamos pacificamente pelas ruas do centro, distribuindo uma carta aberta a população cuja palavra de ordem era

HOJE, CONSENTE QUEM CALA

Acho essa carta absolutamente adequada para expressar nosso desejo hoje, no ato que sanciona a Comissão da Verdade. Para esclarecer de fato o que aconteceu nos chamados anos de chumbo; quem calar consentirá, não é mesmo?

Se a Comissão da Verdade não tiver autonomia e soberania para investigar, e uma grande equipe que a auxilie em seu trabalho, estaremos consentindo. Consentindo, quero ressaltar, seremos cúmplices do sofrimento de milhares de famílias ainda afetadas por essa herança de horror que agora não está apoiada em leis de exceção, mas segue inquestionada nos fatos.

A nossa carta de 1977, publicada na primeira página do jornal o Estado de São Paulo no dia seguinte, expressava a indignação juvenil com a falta de democracia e justiça social, que seguem nos desafiando. O Brasil foi o último país a encerrar o período de escravidão, os recentes dados do IBGE confirmam que continuamos um país rico, mas absurdamente desigual... Hoje somos o último país a, muito timidamente mas com esperança, começar a fazer o que outros países que viveram ditaduras no mesmo período fizeram. Somos cobrados pela ONU, pelos organismos internacionais e até pela Revista Economist, a avançar nesse processo.

Todos concordam que re-estabelecer a verdade e preservar a memória não é revanchismo, que responsáveis pela barbárie sejam julgadas, com o direito a defesa que os presos políticos nunca tiveram, é fundamental para que os torturadores de hoje não se sintam impunes para impedir a paz e a justiça de todo dia. Chile e Argentina já o fizeram, a África do Sul deu um exemplo magnífico de como enfrentar a verdade e resgatar a memória. Para que anos de chumbo não se repitam, para que cada geração a valorize.

Termino insistindo que a DEMOCRACIA SE CONSTRÓI E RECONSTRÓI A CADA DIA. Deve ser valorizada e reconstruída a CADA GERAÇÃO.

E que hoje, quem cala, consente, mais uma vez.

Obrigada.

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Depois de saber que fui impedida de falar ontem (sexta-feira), lembro de um texto de meu irmão Marcelo Paiva em sua coluna, dirigida aos militares:

Vocês pertencem a uma nova geração de generais, almirantes, tenentes-brigadeiros. Eram jovens durante a ditadura (…) Por que não limpar a fama da corporação?
 Não se comparem a eles. Não devem nada a eles, que sujaram o nome das Forças Armadas. Vocês devem seguir uma tradição que nos honra, garantiu a República, o fim da ditadura de Getúlio, depois de combater os nazistas, e que hoje lidera a campanha no Haiti."




850 mil dólares para denegrir o OccupyWallStreet



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Grupos de lobistas vinculados aos bancos propuseron um plano de 850 mil dólares para atacar o movimento Occupy Wall Street e aos políticos que o apóiam, conforme informou ontem a rede estadunidense MSNBC.

Clique aqui para ver o video










Según un memo de cuatro páginas, publicado por MSNBC, la firma de Washington Clark Lytle Geduldig & Cranford (CLGC) propone a la Asociación de bancos estadunidenses (ABA) llevar a cabo una investigación de Ocupa Wall Street (OWS) para construir un discurso negativo sobre el movimiento y quienes lo apoyan, con el fin de difundirlo en los medios, reportó la agencia de noticias AFP.


El texto indica además que el plan de 60 días pretende vigilar y analizar las redes sociales.

“Quizá sea fácil rechazar al OWS como un grupo de manifestantes desordenados, pero está demostrado que deberían ser tratados como competidores organizados, muy hábiles y capaces de hacer mover a los medios (…) Para contrarrestar esto, tenemos que hacer lo mismo”, escribió CLGC.

El movimiento Ocupa Wall Street, que surgió hace dos meses en Nueva York, está integrado principalmente por jóvenes que se manifiestan contra la codicia del capitalismo y la especulación. Sus planteamientos son frenar la desigualdad social y poner coto al poder económico-financiero de las grandes corporaciones.

El movimiento se ha instalado en plazas de varias ciudades del país, algo que para algunas autoridades constituye una amenaza para la seguridad pública.

El pasado jueves 17 se cumplieron dos meses de la protesta juvenil, día en el que se registró la mayor movilización de apoyo en varias ciudades de Estados Unidos.

Según los organizadores, que citaron cifras de la policía, unas 32 mil 500 personas se dieron cita en el sur de Manhattan. Pero no sólo Nueva York se movilizó. De acuerdo con OWS, al menos 30 ciudades del país y el mundo entero participaron en la jornada de acción global. Los Ángeles y Oakland, en California, Portland, Oregon y en Washington son algunos de los lugares donde el jueves se registraron las manifestaciones anti-Wall Street.

Ante la fuerza que ha tomado el movimiento, ayer se difundió la propuesta de la firma Clark Lytle Geduldig & Cranford (CLGC) para la asociación de banqueros, titulado Occupy Wall Street Response (Respuesta al movimiento Ocupa Wall Street), la cual delinea un plan que incluye monitoreo de redes sociales, encuestas, investigación sobre los sectores opuestos al movimiento, además de una intensa publicidad para desacreditar al movimiento.

El memorando de cuatro páginas difundido en Internet argumenta que algunos de los principales estrategas del Partido Demócrata han comenzado a discutir abiertamente los beneficios de aceptar el creciente y cada vez más organizado movimiento social, para prevenir futuras victorias republicanas en el Congreso y en la Casa Blanca.

Hemos visto, añade la firma de abogados en el memorando, que se está dando en ese país un proceso de adoptar posiciones extremas para aumentar la base de votantes, incluyendo los que participaron en el debate de inmigración 2005-2006. Esto significaría más que una molestia política de corto plazo para las firmas deWall Street, indica el grupo CLGC.

Y alerta: si esto ocurre, algunas compañías del sector llegarían a convertirse indiscutiblemente en el centro de una campaña de los demócratas (del Partido Demócrata) coordinada, con un gran potencial de impactar en políticas públicas en el largo plazo, en normas de regulación y con impactos financieros sobre las compañías de Wall Street.

La firma que elaboró la propuesta para desprestigiar a OWS menciona que no debería sorprender que el Partido Demócrata e incluso el equipo de campaña para la relección del presidente Barack Obama haría campaña contra WallStreet en este ciclo. Sin embargo, agrega, la mayor preocupación debiera ser que los republicanos no defiendan a las compañías de Wall Street y que incluso comenzaran a atacarlas también.
Canalizan frustración

Algunas firmas bien conocidas de Wall Street se han convertido en el nexo que une a los manifestantes de OWS como a los seguidores del Tea Party (movimiento conservador de derecha) y ambos grupos están canalizando la amplia frustración sobre el estado de la economía y compartiendo el mutuo disgusto acerca del programa de rescate bancario (TARP, por sus siglas en inglés, que se implementó tras la crisis financiera surgida en 2008 durante el gobierno de George W. Bush y que continuó en la administración de Barack Obama) y otros rescates.

Esta combinación, alerta la firma de Washington Clark Lytle Geduldig & Cranford, tiene el potencial de ser explosivo a finales del año, cuando los medios reporten la próxima ronda de bonificaciones (a los banqueros) y el contraste con las millones de historias de los estadunidenses que ganarán menos en esta temporada de fiestas.

Los estrategas demócratas han identificado el movimiento Ocupa Wall Streetcomo una forma de aprovechar esta ira populista, añade. Y como ejemplo, cita CLGC, el diario Los Angeles Times reportó que Robby Mook, el director ejecutivo del Comité Demócrata de Campaña del Congreso, escribió un correo electrónico de apoyo al movimiento social, en el que dice:

Los manifestantes se reúnen en Nueva York y en todo el país para que los multimillonarios, las grandes petroleras y los grandes banqueros sepan que no vamos a permitir que la fuerza del uno por ciento de los más ricos impongan draconianas políticas económicas y masivos recortes a cruciales programas para la población.

Ellos, añade en referencia a los estrategas de campañas políticas, están ensayando algunos mensajes y desarrollando planes para desplegarlos tanto en anuncios como en las redes sociales y los grandes medios de comunicación este mismo año. El foco de esas campañas, anticipa la firma de abogados en su propuesta a los banqueros, puede ser señalar al sector de servicios financieros y en particular a las grandes firmas de Wall Street, como responsables de los problemas económicos que enfrenta el país y la clase media estadunidense. Menciona a una estratega política de los demócratas, Celinda Lake, quien -según el escrito- ha reconocido el enorme potencial político que tiene capitalizar ese tipo de mensajes.

El documento describe y propone a los banqueros algunas acciones para desprestigiar al movimiento OWS. Entre ellos cita:

Monitoreo de las redes sociales, para identificar mensajes extremos e ideas que atacan a la industria financiera estadunidense, así como anticipar las tácticas de OWS. La idea, dice, es auditar las plataformas sociales más activas en la red.

El documento también propone que en los medios de comunicación se hagan amplios análisis de OWS y sus líderes; que se realice una búsqueda exhaustiva y se obtengan historiales de participantes del movimiento que incluya información civil y penal, historia de juicios, registros de pago de impuestos, procesos de bancarrota (en Estados Unidos las personas, y no sólo las empresas, pueden declararse en quiebra), entre otros.
Plantean encuesta

Los cabilderos de los banqueros también plantean la realización de una encuesta con mil votantes que sirvan como contexto para sus esfuerzos en cada estado. La firma CLGC considera que los estados más importantes en los cuales realizar su investigación son ocho y coinciden con aquellos en los que el presidente Obama ganó las elecciones en 2008, es decir, las zonas de mayor presencia del Partido Demócrata. Estos son: Florida, Pensilvania, Virginia, Wisconsin, Ohio, Carolina del Norte, Nevada y Nuevo México.

Investigar sobre quienes apoyan al movimiento, conocer sus fuentes de financiamiento e identificar oportunidades para construir una campaña con argumentos negativos de OWS de gran impacto mediático para exponer a quienes apoyan este movimiento.

La clave, apunta, es utilizar información producida por la encuesta para desarrollar golpes fuertes, creatividad irresistible, que pueda mover masas, combatir OWS y ofrecer protección para las figuras políticas que defiendan nuestra industria.

El documento concluye ofreciendo 850 mil dólares de presupuesto para quien pueda desarrollar las ‘piedras angulares’ de esta estrategia en 60 días.



O povo brasileiro: A matriz afro

Quem melhor que Darcy Ribeiro para lembrar o que somos?












Sobre formação cultural do povo brasileiro, neste blog: O povo Brasileiro e Minha língua é minha pátria?

19 novembro, 2011

Madoff e a fraude por afinidade

Paul Krugman
Do Estadão
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Enquanto observo a política girando em torno do movimento Ocupar Wall Street, vejo-me pensando em Bernie Madoff. Tente acompanhar meu raciocínio; talvez faça algum sentido. O caso de Madoff, como o leitor talvez saiba, foi um clássico caso de “fraude por afinidade”; Madoff conseguiu conquistar a confiança de judeus ricos ao convencê-los de que era um deles. A fraude por afinidade está por trás de muitas fraudes financeiras – e está por trás de muitas fraudes políticas também.
Bernie Madoff
No momento, a campanha contra o OWS tenta basicamente fazer com que os trabalhadores americanos se voltem contra o movimento, ainda que a maioria das pessoas apoie os objetivos do grupo, ao transmitir a impressão de que os manifestantes não são pessoas como você – enquanto que os plutocratas o são. Ora, isto já funcionou muitas vezes no passado; é aí que reside toda a argumentação do livro What’s the matter with Kansas. E sua operação pode se dar em muitas direções: o OWS deve ser rechaçado porque é coisa de hippies sujos, Elizabeth Warren é diferente-de-você porque – horror dos horrores – ela é uma professora de Harvard. 
E agora, pensando no assunto, a teoria generalizada da fraude por afinidade se estende para além da política, chegando a áreas como a análise financeira. Já indaguei neste blog algumas vezes a respeito das origens da contínua popularidade dos inflacionistas em Wall Street – pessoas que se mostraram equivocadas a respeito de tudo. Suspeito que os economistas que emitem sombrios alertas a respeito de déficits e do crescimento monetário dão a impressão de serem o tipo de pessoa que estes executivos de Wall Street gostariam de ter como companhia no campo de golfe, enquanto os professores barbados não parecem tão atraentes.
O que fazer? Dentro dos limites, deveríamos tentar remediar as dissonâncias sociais desnecessárias. Se a ideia é fazer um protesto em nome dos trabalhadores americanos, acabem com as rodas de percussão. Os guerreiros de classe da direita querem convencer as pessoas que se trata de fato de uma guerra cultural, e aposto que vocês não querem facilitar o trabalho deles.
Mas há limites para tudo. Não, eu não quero aprender a jogar golfe.

18 novembro, 2011

O capitalismo e a miséria americana

Mauro Santayana

Imagem de a-patria.webnode.com 
O capitalismo, dizem alguns de seus defensores, foi uma grande invenção humana. De acordo com essa teoria, o sistema nasceu da ambição dos homens e do esforço em busca da riqueza, do poder pessoal e do reconhecimento público, para que os indivíduos se destacassem na comunidade, e pudessem viver mais e melhor à custa dos outros. Todos esses objetivos exigiam o empenho do tempo, da força e da mente. Foi um caminho para o que se chama civilização, embora houvesse outros, mais generosos, e em busca da justiça. Como todos os processos da vida, o capitalismo tem seus limites. Quando os ultrapassa no saqueio e na espoliação, e isso tem ocorrido várias vezes na História, surgem grandes crises que quase sempre levam aos confrontos sangrentos, internos e externos.

A revista Foreign Affairs, que reflete as preocupações da intelligentsia norte-americana (tanto à esquerda, quanto à direita) publica, em seu último número, excelente ensaio de George Packer – The broken contract; Inequality and American Decline. Packer é um homem do establishment. Seus pais são professores da Universidade de Stanford. Seu avô materno, George Huddleston, foi representante democrata do Alabama no Congresso durante vinte anos.

O jornalista mostra que a desigualdade social nos Estados Unidos agravou-se brutalmente nos últimos 33 anos – a partir de 1978. Naquele ano, com os altos índices de inflação, o aumento do preço da gasolina, maior desemprego, e o pessimismo generalizado, houve crucial mudança na vida americana. Os grandes interesses atuaram, a fim de debitar a crise ao estado de bem-estar social, e às regulamentações da vida econômica que vinham do New Deal. A opinião pública foi intoxicada por essa idéia e se abandonou a confiança no compromisso social estabelecido nos anos 30 e 40. De acordo com Packer, esse compromisso foi o de uma democracia da classe média. Tratava-se de um contrato social não escrito entre o trabalho, os negócios e o governo, que assegurava a distribuição mais ampla dos benefícios da economia e da prosperidade de após-guerra - como em nenhum outro tempo da história do país.

Um dado significativo: nos anos 70, os executivos mais bem pagos dos Estados Unidos recebiam 40 vezes o salário dos trabalhadores menos remunerados de suas empresas. Em 2007, passaram a receber 400 vezes mais. Naqueles anos 70, registra Packer, as elites norte-americanas se sentiam ainda responsáveis pelo destino do país e, com as exceções naturais, zelavam por suas instituições e interesses. Havia, pondera o autor, muita injustiça, sobretudo contra os negros do Sul. Como todas as épocas, a do após-guerra até 1970, tinha seus custos, mas, vistos da situação de 2011, eles lhe pareceram suportáveis.

Nos anos 70 houve a estagflação, que combinou a estagnação econômica com a inflação e os juros altos. Os salários foram erodidos pela inflação, o desemprego cresceu, e caiu a confiança dos norte-americanos no governo, também em razão do escândalo de Watergate e do desastre que foi a aventura do Vietnã. O capitalismo parecia em perigo e isso alarmou os ricos, que trataram de reagir imediatamente, e trabalharam – sobretudo a partir de 1978 – para garantir sua posição, tornando-a ainda mais sólida. Trataram de fortalecer sua influência mediante a intensificação do lobbyng, que sempre existiu, mas, salvo alguns casos, se limitava ao uísque e aos charutos. A partir de então, o suborno passou a ser prática corrente. Em 1971 havia 141 empresas representadas por lobistas em Washington; em 1982, eram 2445.

A partir de Reagan a longa e maciça transferência da renda do país para os americanos mais ricos, passou a ser mais grave. Ela foi constante, tanto nos melhores períodos da economia, como nos piores, sob presidentes democratas ou republicanos, com maiorias republicanas ou democratas no Congresso. Representantes e senadores – com as exceções de sempre – passaram a receber normalmente os subornos de Wall Street. Packer cita a afirmação do republicano Robert Dole, em 1982: “pobres daqueles que não contribuem para as campanhas eleitorais”.

Packer vai fundo: a desigualdade é como um gás inodoro que atinge todos os recantos do país – mas parece impossível encontrar a sua origem e fechar a torneira. Entre 1974 e 2006, os rendimentos da classe média cresceram 21%, enquanto os dos pobres americanos cresceram só 11%. Um por cento dos mais ricos tiveram um crescimento de 256%, mais de dez vezes os da classe média, e quase triplicaram a sua participação na renda total do país, para 23%, o nível mais alto, desde 1928 – na véspera da Grande Depressão.

Esse crescimento, registre-se, vinha de antes. De Kennedy ao segundo Bush, mais lento antes de Reagan, e mais acelerado em seguida, os americanos ricos se tornaram cada vez mais ricos.

A desigualdade, conclui Packer, favorece a divisão de classes, e aprisiona as pessoas nas circunstâncias de seu nascimento, o que constitui um desmentido histórico à idéia do american dream.

E conclui: “A desigualdade nos divide nas escolas, entre os vizinhos, no trabalho, nos aviões, nos hospitais, naquilo que comemos, em nossas condições físicas, no que pensamos, no futuro de nossas crianças, até mesmo em nossa morte”. Enfim, a desigualdade exacerbada pela ambição sem limites do capitalismo não é apenas uma violência contra a ética, mas também contra a lógica. É loucura.

Ao mundo inteiro – o comentário é noss o- foi imposto, na falta de estadistas dispostos a reagir, o mesmo modelo da desigualdade do reaganismo e do thatcherismo. A crise econômica mais recente, provocada pela ganância de Wall Street, não serviu de lição aos governantes vassalos do dinheiro, que continuaram entregues aos tecnocratas assalariados do sistema financeiro internacional. Ainda ontem, Mário Monti, homem do Goldman Sachs, colocado no poder pelos credores da Itália, exigia do Parlamento a segurança de que permanecerá na chefia do governo até 2013, o que significa violar a Constituição do país, que dá aos representantes do povo o poder de negar confiança ao governo e, conforme a situação, convocar eleições.

Tudo isso nos mostra que estamos indo, no Brasil, pelo caminho correto, ao distribuir com mais equidade a renda nacional, ampliar o mercado interno, e assim, combater a desigualdade e submeter a tecnocracia à razão política. É necessário, entre outras medidas, manter cerrada vigilância sobre os bancos privados, principalmente os estrangeiros, que estão cobrindo as falcatruas de suas instituições centrais com os elevados lucros obtidos em nosso país e em outros países da América Latina.

Comunidade Kaiowá Guarani sofre massacre

Do CIMI
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No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h30, a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaviry, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, sofreu ataque de 42 pistoleiros fortemente armados.



Nizio Kaiowá, via @henyobarretto 



O massacre teve como alvo o cacique Nísio Gomes, 59 anos, (centro da foto) executado com tiros de calibre 12. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros – prática vista em outros massacres cometidos contra os Kaiowá Guarani no MS.

As informações são preliminares e transmitidas por integrantes da comunidade – em estado de choque. Devido ao nervosismo, não se sabe se além de Nísio outros indígenas foram mortos. Os relatos dão conta de que os pistoleiros sequestraram mais dois jovens e uma criança; por outro lado, apontam também para o assassinato de uma mulher e uma criança.

“Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o chão. Portavam armas calibre 12”, disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e terá sua identidade preservada por motivos de segurança.


Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. “Chegaram para matar nosso cacique”, afirmou. O filho de Nísio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o indígena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele não desistiu. Só o pararam com um tiro de borracha no peito.

Na frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e só se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha – disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao chão por ordem dos pistoleiros. Este não é o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiowá Guarani.

Decisão é de permanecer

Acampamento antes do massacre
Desde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá.

A ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.

“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou o indígena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida inteira. “Ele está morto. Não é possível que tenha sobrevivido com tiros na cabeça e por todo o corpo”, lamentou.

A comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupação do pedaço de terra no tekoha Kaiowá. O acampamento atacado fica na estrada entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.

17 novembro, 2011

Privatização da USP vai começar pelo Clínicas?


Texto: Denise Queiroz
Pesquisa: Sergio Pecci
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Enquanto Lupi está na gangorra e os grandes meios de comunicação exploram mais uma vez a fragilidade do governo brasileiro em fiscalizar as ações do ministérios (crítica que cá entre nós deveria ser ouvida sem o ranço do golpismo e as devidas providências tomadas para que os desvios, tanto de caráter quanto do nosso dinheiro não ocorram) um outro escândalo passa quase incólume, não fossem umas e outras vozes. A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou dia 16 o projeto de Lei que transforma o Hospital das Clínicas de São Paulo em Autarquia.

Vista aérea do complexo inaugurado em 1944
















Existem várias formas de patrimônio público. O histórico, o cultural, o arquitetônico, o imemorial. O Hospital das Clínicas pode ser caracterizado como quase tudo junto e, portanto, deveria estar acima da autoridade do governicho e legislativo de plantão transformá-lo num outro ente qualquer que não seja público.
Entende-se público por algo que foi construído, montado e é mantido, com dinheiro que vem dos impostos de cada um de nós! Com o Sistema Único de Saúde,  o dinheiro para manutenção edílica e funcional das unidades sanitárias é do povo brasileiro. Ou seja eu, aqui em Petrópolis, Rio de Janeiro, acabo financiando com os impostos federais arrecadados a cada comprinha que faço, não só a saúde desta cidade, mas de algum hospital ou UPA no interior do Pará ou de Brasília e também de São Paulo. 



Seguindo essa linha de raciocínio, que não está equivocada, solto um aviso: o governo tucano de São Paulo está querendo privatizar algo que não é só de São Paulo, é do povo brasileiro. E vai ficar assim? O Ministério da Saúde, que pela lógica do SUS, é sócio, vai permitir que um governo que não repassa os valores constitucionais para a saúde e a educação transforme uma das principais referencias médicas do país em mais um hospital que vai dar atendimento prioritário aos portadores de plano de saúde escorchantes? Vai permitir que as pessoas de menos recursos e que portanto não têm como pagar um plano particular fiquem meses nas filas de espera para um atendimento que até agora é imediato? Sim, porque com a proposta, o destino do clínicas será o mesmo do Incor. Quem tem plano é atendido imediatamente, quem não o tem fica numa fila que, em tempo, pode durar mais que uma volta ao mundo, cerca de 14 meses. 

Passarela de ligação entre o Incor e o Clínicas

Se a Assembléia Legislativa de São Paulo aprova ( e até na base aliada de Alckmin há defecções), o povo de São Paulo também aprova ou seus representantes estão mais uma vez fazendo o que querem e não cuidando da população, como deveriam fazer com o voto que receberam?

E os partidos e militantes de esquerda que pregam mais igualdade? Votos não têm em maioria em São Paulo, mas barulho podem fazer. Esse silêncio é que não vai resolver.

Na semana passada, pasmem, o próprio Jornal Estado de São Paulo publicou editorial alertando que tal estava para ocorrer e criticando de forma veemente a decisão. Passou em branco, ao que parece.  
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Leia também 

Levantamento da FMUSP aponta que planos de saúde não cobrem tratamentos caros
Perto do centenário, gerações da FMUSP dividem lembranças e histórias
Os Indignados da Saúde Mental avançam na luta em defesa do CAISM Água Funda


#OccupyWallStreet está vivo!!!

Acompanhe ao vivo e veja abaixo posters de várias partes do mundo! 



Watch live streaming video from globalrevolution at livestream.com

Dicas de @M100Globope
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E também por este link, de Michael Moore.


E alguns posters do movimento que ocupa o mundo! Via Jean Boileau

http://prbuilder.com/

http://occupycanberra.wordpress.com/


http://sembangsembangforum.blogspot.com/


hummingbirdminds.blogspot.com

ora.noblogs.org 


Veja, sem falta outras imagens neste link e nas legendas estão links para belos blogs! Isto é rede! 



16 novembro, 2011

Pare de odiar

Por favor, deixemos de lado o que pensamos e sabemos sobre a Benetton e suas aquisições de terras mapuches na Patagônia. O tema aqui é a campanha publicitária recém lançada pela griffe e que promete, como sempre, causar - e muita - polêmica!

O objetivo, segundo os idealizadores, é o de se opor à cultura do ódio e alertar a população global em relação à proximidade entre os povos, crenças, culturas e a compreensão pacífica das razões dos outros.

As imagens, se fossem reais, certamente seriam sinal de um mundo um pouco melhorzinho. Tomara que os que compram e usam os produtos deles, tenham isso em mente.





Se o amor global continua a ser uma utopia ainda que compartilhável, o convite a ‘não odiar’, a se opor contra a ‘cultura do ódio’, representa um objetivo ambicioso, mas realista. Com esta campanha decidimos dar visibilidade mundial a uma importante ideia de tolerância, para convidar os cidadãos de todos os países, em um momento histórico de grandes turbulências e não menores esperanças, a refletir sobre como o ódio nasce, sobretudo, do ‘medo do outro’ e do que não se conhece. A nossa campanha é universal e utiliza instrumentos como a web, o mundo das mídias sociais e a imaginação artística. É também única porque chama para a ação aqueles a quem se dirige, ou seja, os cidadãos do mundo. Ao mesmo tempo, insere-se plenamente nos valores e na história da Benetton que – escolhendo temas sociais e promovendo ativamente causas humanitárias que, contrariamente, não teriam tido a possibilidade de serem comunicadas em escala global – deu sentido e valor à própria marca, construindo um diálogo duradouro com as pessoas do mundo”, explicou Benetton no lançamento da campanha.




Outras campanhas com fotos memoráveis:































Chevron e as agências "reguladoras"


Além do que muito bem coloca o blog Tijolaço, sobre a 'nossa imprensa', e as perguntas que não são feitas, achei muito estranha a nota da ANP divulgada ontem. Enquanto a própria Chevron admitia um vazamento de 400 a 650 barris diários, a nota da ANP dizia que era menor, de 200 a 330 barris! Então a multa e ressarcimento dos prejuízos ambientais que o vazamento já está causando serão proporcionais ao que a ANP diz ou ao que a empresa admitiu?  

E aí vem perguntas e mais perguntas, sobre as agências reguladoras, não só a ANP. O que fazem, essas 10 agências, afinal? Estão a serviço do povo brasileiro mesmo ou cumprem o papel de negociadoras junto aos ministérios para diminuir os prejuízos das empresas de Telefonia, Saúde, Eletricidade, etc que foram 'vendidos' ? 



Recebi este tuít em resposta:


Em googlada rápida, agora de manhã, encontrei um trabalho onde é analisada a criação delas, na década de 90 e seu poder normativo: "percebeu-se que o modelo de Estado Social era ineficiente devido as suas amplas atribuições, a sua intensa intervenção nas atividades econômicas em sentido amplo, uma vez que o ente estatal prestava tanto serviços públicos quanto atuava na atividade econômica em sentido estrito através de pessoas jurídicas criadas para esta finalidade, o que agravou os gastos públicos e a crise financeira acarretando assim a necessidade de revisão desta moldura estatal."

E mais adiante: "As agências reguladoras instituídas no Brasil tiveram clara inspiração no modelo Norte-Americano, onde organismos semelhantes são denominados de "independent administrative agencias" ou "regulatory agenciais" .
O surgimento das agências reguladoras no direito alienígena foi baseado na instituição da "Interstate Commerce Commission" de 1887, onde foi um órgão regulador nos Estados Unidos criado pelo Presidente Crover Cleveland objetivando a regulação do setor ferroviário, para fins de garantir tarifas justas, eliminar as distorções de taxas e para regular outros aspectos comuns aos transportadores"
.

Martelo (troféu) usado na privatização do sistema Telebrás em 1999 - Imagem google/veja 

Parece bom! Mas isso funciona? E são perguntas mesmo. Quando FHC presenteou boa parte do patrimônio nacional - com a falaciosa justificativa de que o Estado era muito grande e isso que impedia o crescimento e com a venda poderíamos deixar de ser o país do futuro, blá, blá, blá - eu estava fora do país e como a internet ainda engatinhava, acompanhei muito pouco o que se passava por aqui. Mas lembro de muita gritaria contra tudo que estava sendo feito. Depois, quando voltei em 2007, usei uma vez o telefone de uma dessas agências, não lembro qual era o problema, mas lá fui orientada por uma atendente a "resolver o problema com a empresa". Argumentei que se tivesse conseguido resolver com a empresa, não estaria ligando para lá e que buscava orientação de procedimento. A voz do outro lado da linha só conseguia me responder que a orientação era "resolver com a empresa". Devo ter conseguido resolver com a empresa, porque havia esquecido disso. 

Mais adiante, no trabalho encontrado no google, podemos ler: "Outra característica marcante das agências reguladoras é a questão da sua autonomia financeira onde o "legislador buscou proporcionar-lhes, além das dotações orçamentárias gerais, outras fontes de receitas próprias" , que no caso na ANP, estas fontes próprias de receitas como doações, legados, subvenções, emolumentos, taxas, multas entre outras estão disciplinadas art.15 da Lei nº. 9478/97".

Quem doa? Alguém sabe onde encontro dados das empresas que doam a essas autarquias? Quem fiscaliza? Há algum lugar onde ficam as planilhas de doadores, folha de pagamento,  gastos, lucros (?)  

Estaria nesse item a resposta para a diferença entre o vazamento admitido pela Chevron e a diminuição dele na nota da ANP?

Aguardo respostas!
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Sobre o vazamento no Campo do Frade, recomendo acompanhar as importantes informações do blog Skytruth (http://blog.skytruth.org) e o Tijolaço, que o está acompanhando e reproduzindo, já traduzido.
Também recomendo o post do Rodopiou onde lembra como a imprensa tratou a tragédia da plataforma P-36. 

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