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| Círio de Nazaré |
AMAZÔNIA QUE PASSOU EM MINHA VIDA E O MEU CORAÇÃO SE DEIXOU LEVAR
Com a devida vênia ao genial mestre Paulinho d Viola, menciono seus versos para reverenciar o mês de outubro, a saudade de Belém do Pará e a maior de todas as festas religiosas do Brasil, o Círio de Nazaré,com "C" como ensinou-me a Hilda, amiga aqui deste espaço twitteiro.
E já se vão 3 anos que retornei a Theresina, as minhas amadas raízes nordestinas que os anos de peregrinação só aprofundaram.
Mas chegado o mês de outubro não tem jeito de não lembrar os dias de "alegria e muita fé" emocionadamente recordados por esse descrente que tem a exata noção da estupidez que é a finitude da vida , do espírito humano.
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| Alter do Chão |
A Amazonia e a necessidade de superar o medo de avião. A imensidão verde, a urgência dos compromissos, as dificuldades de acesso, obrigavam a constantes viagens nos Brasílias da Embraer ou nos antigos Bandeirantes de 18 lugares voando abaixo das nuvens e dentro dos temporais frequentes de fazer comunista rezar. Desse medo já nem lembro, diante do espetáculo de ver o Amazonas e o Tapajós correndo lado a lado, quase juntos e de baixar a cabeça na janela do pequeno avião em decolagem, para ver a outra margem do mar d'água, reverenciando silenciosamente o ser criador daquela beleza toda, eu olhando para guardar, como guardei e guardarei para sempre escorrer as veias abertas da Amazônia.
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| Altamira |
A linda Santarém com o Tapajós ameaçando subir a orla, Altamira e os índios na cidade, e nem era carnaval, o rio Xingu, o navio bordeando a ilha do Boi-Bumbá o vermelho vermelhante do Boi Garantido, Boi do Povão, lindas cunhâporangas, os amores, as paixões os anos em Manaus de que falarei em outra oportunidade...



